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Iniciativas

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O operariado e a esquerda republicana no período final da República

26-5-2011: 18h00Sala do Arquivo dos Paços do Concelho

O décimo quinto de uma série de 18 colóquios sobre questões essenciais da história do regime republicano, sob o tema "O operariado e a esquerda republicana no período final da República", será apresentada por Ana Catarina Pinto, mestre em história.

O operariado e a esquerda republicana no período final da República

O conhecimento que temos acerca da I República portuguesa concentra-se, em grande parte, nos seus primeiros anos, avançando até ao consulado de Sidónio Pais e à Grande Guerra e pouco além disso, facto que limita as respostas a algumas perguntas importantes que devem ser colocadas quando procuramos saber o que foi, historicamente, o regime republicano.

De entre as questões fundamentais que pedem resposta, figura a de saber porque caiu a República. É uma questão ambiciosa e poderá ser formulada a partir de diversas perspectivas, incluindo a análise das expectativas e esperanças subjacentes à revolução de 5 de Outubro de 1910. Não sendo tão lata no tempo, nem tão profunda na análise que permita ser conclusiva, a sessão que se propõe tem como objectivo mostrar as especificidades do último período do regime republicano, compreendido entre os anos de 1919 e 1926. No primeiro extremo desta baliza cronológica encontramos o "assalto a Monsanto" que viria a pôr termo ao interregno sidonista, recolocando o chamado Partido Democrático no poder. A fechar o arco temporal consta o golpe de 28 de Maio de 1926, a data da morte institucional da República e o marco da viragem para o autoritarismo. De permeio fica um tempo curto e intenso, de rápida recomposição política derivada do grande e determinante pano de fundo que acompanha toda a conjuntura: a crise do pós-guerra.

A nossa proposta consiste em olhar estes anos procurando revelar as novidades, as rupturas do período, sobretudo aquelas com maior valor explicativo para a magna pergunta - porque caíu a República?

No decurso da demonstração, tomaremos em conta a evolução do movimento operário organizado, bem como a formação da esquerda republicana, duas das forças sociopolíticas que influíram nos destinos da primeira experiência republicana em Portugal.

Não deixaremos de equacionar o seu significado enquanto oposições, sendo oportuno deixar claro que a sua luta não se fazia contra a República, nem no caso do operariado, cujo contributo para reposição da Constituição em 1919 foi fundamental e apesar do seu afastamento progressivo, nem no caso da esquerda republicana, cujo desiderato era, precisamente, o de fazer cumprir as esperanças do 5 de Outubro, democratizando o regime.

Este 15.ª conferência promovida pela Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa pretende, precisamente, evocar, de modo complementar, o confronto da I República com essas duas realidades emergentes.

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