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Iniciativas

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A República e a Ciência

24-6-2010: 18h00Sala do Arquivo dos Paços do Concelho

A Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa assinalam o Centenário da República com uma série de 18 colóquios sobre questões essenciais da história do regime republicano. A sexta destas conferências, sob o tema "A República e a Ciência", será apresentada por Ana Simões, historiadora das Ciências.

Qual o papel da I República na evolução da ciência em Portugal? Quais os principais eixos organizativos, políticos e ideológicos do desenvolvimento científico nesse período? Quem foram os principais obreiros do fomento da cultura científica e tecnológica? Estas são algumas das questões que se pretende suscitar neste 6.º colóquio A República Mês a Mês, organizado em parceria pela Fundação Mário Soares e a Câmara Municipal de Lisboa, desta feita sob o título A República e a Ciência. Trata-se uma zona quase esquecida da historiografia sobre a República. E, no entanto, o pensamento positivista, dominante no republicanismo, proclamava o primado da ciência, em detrimento das concepções idealistas e espiritualistas da realidade. E foi o próprio Auguste Comte (1798-1857), que construira a lei dos três estágios, segundo a qual o ser humano seria teólogo na infância, metafísico na juventude e físico na maturidade. A importância dada à instrução e ao ensino na propaganda republicana não é alheia a tais concepções. Daí que a Ciência - a cultura científica e tecnológica - não pudesse estar arredada dos objectivos da governação republicana e, mesmo, de iniciativas privadas que se inscreveram no percurso desses primeiros anos do século XX, marcados pelo optimismo do progresso material das sociedades dominadas pela 'Ordem e Progresso'.

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