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Desde a sua criação, o Partido Socialista divulgou regularmente tomadas de posição sobre a evolução da crise final do regime, ao mesmo tempo que aprofundava o seu relacionamento com os principais partidos da Internacional Socialista. Nos anos de 1974 a 1976, Portugal atravessa um período de profunda mutação, em que os acontecimentos se sucedem a uma velocidade vertiginosa. O Partido Socialista que, na clandestinidade, defendera uma política de unidade na acção com as demais forças antifascistas, opõe-se à estratégia vanguardista do P.C.P. em aliança com um sector do MFA e luta pela implantação de uma democracia pluralista. As sucessivas tomadas de posição dos órgãos dirigentes do P.S. ilustram a pertinácia desse combate político, do mesmo modo que representaram, para muitos, a alternativa democrática ao rumo incerto da Revolução Portuguesa e aos perigos de regresso a novas ditaduras. |