voltar ao início

Principais acções de cooperação da Fundação Mário Soares

2008

Relatório Intercalar

No decurso de 2008, a Fundação Mário Soares prosseguiu acções de cooperação com diversos países da CPLP, dando seguimento a projectos anteriormente formulados e estabelecendo novas parcerias. Neste âmbito, e sem prejuízo da extensa actividade desenvolvida em Lisboa - e que constituíu a base de trabalho de muitos desses projectos e parcerias - a Fundação preparou e executou diversas intervenções, reforçando assim as competências locais de organização e tratamento dos arquivos em causa e, bem assim, lançando iniciativas de abordagem científica das respectivas problemáticas, com especial destaque para a preservação da Memória Histórica e para a utilização de novas tecnologias.
Apresentam-se seguidamente as principais acções desenvolvidas durante o ano de 2008. Por facilidade de exposição, as diferentes intervenções vão apresentadas por ordem cronológica:

Fevereiro de 2008

Guiné-Bissau

Esta missão, realizada entre 22 de Fevereiro e 21 de Março de 2008, teve 2 eixos principais de intervenção:

1. Continuação dos trabalhos de recuperação dos Arquivos Históricos Nacionais da Guiné-Bissau/Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP), no âmbito do protocolo assinado entre o INEP e a Fundação Mário Soares (FMS);

2. Participação no Simpósio Internacional "Guiledje: Na rota da Independência da Guiné-Bissau", organizado pela AD-Acção para o Desenvolvimento:
2.1 - Intervenção no Simpósio por parte de elementos da missão;
2.2 - Montagem de uma exposição alusiva à luta de libertação, preparada pela FMS.;
2.3 - Digitalização de materiais que eventualmente fossem disponibilizados pelos participantes no conflito presentes no Simpósio.

Prossecução dos Objectivos/Resultados

INEP










A situação encontrada na primeira semana foi preocupante, estando muitos documentos tapados por lonas no meio das obras e debaixo de um telheiro improvisado de chapas de zinco, ao mesmo tempo que a revisão da base de fotografias do Museu da Guiné Portuguesa não tinha sido praticamente continuada, os dois 2 computadores do Arquivo Histórico estavam inoperacionais, etc. Apesar disso, durante a primeira semana foi possível criar uma base de dados em Access para classificação de documentos do Arquivo Histórico (posteriormente enviada para Lisboa para resolução de alguns problemas) e prosseguir o trabalho de inserção de dados na base de fotografias do Museu da Guiné Portuguesa. Seguidamente, foi possível definir um plano de trabalho para as restantes duas semanas, a saber:

1. Selecção e digitalização de uma pasta completa de documentos do Arquivo Histórico;
2. Continuação do trabalho de legendagem das fotografias do Museu da Guiné Portuguesa;
3. Preenchimento da base de dados para classificação de documentos do Arquivo Histórico com dados relativos às cotas e fundos que o mesmo integra;
4. Foi ainda acordada a elaboração urgente, pelo INEP, de um ponto de situação relativamente à sua secção de microfilmagem. Foi trazido para Lisboa um microfilme escolhido aleatoriamente, com o intuito de se verificar a possível digitalização do mesmo.

Assim, nas duas últimas semanas de estadia, a equipa dedicou-se ao cumprimento do plano de trabalho definido.

1. Digitalização do catálogo do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa;
2. Digitalização do catálogo da Repartição do Gabinete do Governador;
3. Digitalização de cerca de metade da pasta de correspondência recebida e expedida do fundo Centro de Estudos da Guiné Portuguesa;
4. Formação em matéria de digitalização, prestada ao director do Arquivo Histórico;
5. Reprodução fotográfica digital dos dois álbuns de fotografias do Museu da Guiné Portuguesa (324 imagens), para auxilio à legendagem das fotografias digitalizadas a partir de negativos;
6. Criação de textos de procedimento simples para produção de cópias de segurança das bases de dados e utilização das mesmas;
7. Conclusão dos trabalhos de legendagem das fotografias digitalizadas do Museu da Guiné Portuguesa;

No final da estadia, realizou-se uma reunião com a Direcção do INEP, na qual foram sugeridas algumas correcções a efectuar ao site do INEP, definidas eventuais prioridades de digitalização para a próxima missão (os fundos "Centro de Estudos da Guiné Portuguesa" e "Gabinete do Governador") e manifestada alguma preocupação com a colocação online da Soronda, bem como acerca do andamento dos trabalhos relativamente ao Boletim Cultural do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa. Foi-nos igualmente transmitida a informação de ter sido entretanto disponibilizada (pela Embaixada da Alemanha em Dakar) a segunda tranche das verbas para a recuperação física do espaço do Arquivo, o que permitiu de imediato a continuação dos trabalhos nos futuros depósitos.



Simpósio








O Simpósio Internacional "Guiledje: Na rota da Independência da Guiné- Bissau", organizado pela AD, teve enorme impacto, quer na sociedade guineense, quer na sensibilização dos principais dirigentes políticos guineenses para o problema da memória histórica e sua preservação.

Em concreto, a nossa participação específica consistiu em:

1. Montagem da exposição alusiva à Luta de Libertação Nacional - inicialmente instalada na antecâmara da sala principal do Simpósio, foi posteriormente, e a pedido da organização, montada na própria sala onde decorriam os trabalhos. A exposição foi muito visitada, sendo de um modo geral bastante apreciada. Após o Simpósio, a mesma foi desmontada e cedida à AD, para que com ela efectue uma itinerância por diversas escolas do país;

2. Distribuição da brochura preparada pela FMS - os exemplares esgotaram-se rapidamente, sendo manifesto o agrado geral pelo seu conteúdo;

3. Digitalização de vários documentos cedidos pelos militares portugueses, pelos participantes cubanos e por participantes guineenses, perfazendo um total de cerca de 500 imagens. Destacamos a importante documentação fornecida por Ulisses Estrada, que veio permitir rever a classificação de uma série de documentos no Arquivo Amílcar Cabral relativos à participação cubana na Luta de Libertação Nacional;

4. Extensa reportagem fotográfica dos trabalhos do Simpósio, incluindo a visita ao Sul e zona de Guiledje;

5. Gravação do depoimento público de João Bernardo Vieira acerca da sua participação no ataque a Guiledje, a disponibilizar oportunameente no âmbito de trabalhos de História Oral;

6. Foram igualmente desenvolvidos com a AD alguns procedimentos relativos ao material audiovisual recolhido no âmbito do Simpósio;

7. Foi, de novo, equacionada a cooperação da FMS na concepção e concretização de um espaço museológico e de memória em Guiledje.

Notas Finais

1. O website do INEP, criado em parceria estabelecida entre a FMS e a Universidade de Aveiro, carece de desenvolvimentos diversos e integração de conteúdos - o que terá de ocorrer oportunamente com intervenção crescente do próprio INEP;

2. No âmbito desta missão foi possível estabelecer com a Direcção do INEP uma estratégia de desenvolvimento dos trabalhos futuros e, bem assim, determinar as principais carências técnicas e financeiras - tendo em vista a recuperação das capacidades do Instituto.


Maio de 2008

Cooperação com o Brasil

Seminário Lusos-Brasileiro Censura, Ditadura e Democracia



Realizou-se em Lisboa, nos dias 8 e 9 de Maio de 2008, o Seminário Internacional "Censura, Ditadura e Democracia", organizado pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, o Centro de Investigação Media e Jornalismo e a Fundação Mário Soares, dando, assim, continuidade ao que teve lugar na Universidade de São Paulo, em 2006, sob o título "A Censura em Cena - interdição e produção artístico-cultural".

Com este Seminário, procurou-se divulgar o trabalho sobre a temática geral da censura e da liberdade de expressão que tem sido realizado em Portugal, em torno dos Arquivos da Censura, no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no Arquivo do Museu do Teatro e no Arquivo da Fundação Mário Soares.

Pretendeu-se com esta iniciativa possibilitar um debate em torno de assuntos ainda muito pouco estudados e alargar os conhecimentos, metodologias e problemáticas, abrindo assim novas portas para a organização de futuros trabalhos numa perspectiva comparada. O presente Seminário contou com a presença de investigadores e testemunhos de Portugal, Brasil, Espanha e França.

No final dos trabalhos foram aprovadas as seguintes conclusões:


Maio de 2008

Guiné-Bissau















Esta missão, realizada entre 16 e 24 de Maio de 2008, foi orientada para as seguintes prioridades:

1. INEP: Avaliação dos fundos do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa e da Repartição do Gabinete do Governador, no âmbito do protocolo assinado entre o INEP e a Fundação Mário Soares; Análise do funcionamento do site do INEP; Entrega ao INEP de uma pasta digitalizada em Lisboa; Entrega de mais uma remessa de fotografias digitalizadas do Museu da Guiné Portuguesa; Discussão de algumas linhas de orientação para colaboração futura.

2. AD/Núcleo Musológico de Guiledje Procedeu-se ao levantamento das principais carências para a sua futura implantação e à verificação do andamento dos trabalhos de identificação das entrevistas a ex-combatentes do PAIGC na zona de Guiledje/ Cantanhez.


Prossecução dos Objectivos/Resultados

1. INEP

O panorama de trabalho encontrado no INEP foi de assinalável estabilidade: as obras nos depósitos de documentação encontravam-se praticamente concluídas e, consequentemente, a documentação quase totalmente nas respectivas prateleiras. Por outro lado, e conforme o pedido feito antecipadamente, os fundos documentais seleccionados estavam devidamente separados e prontos para avaliação.

Centro de Estudos da Guiné Portuguesa

Após a independência da Guiné-Bissau, foi criado o Instituto Nacional de Investigação Científica (INIC), tendo nele sido incorporada a documentação do Centro de Estudos da Guiné Portuguesa (CEGP). O INEP, quando recebeu para tratamento a totalidade dos fundos do INIC, optou por fazer uma clara distinção entre documentos provenientes do CEGP e documentação produzida pelo INIC.

De um modo geral, a documentação encontrava-se acondicionada em caixas archiveX - com alguma documentação solta e outra em pastas - , suja, em mau estado de conservação (mas sem perdas maiores de legibilidade), com ferragens e dossiers originais e, em termos de dimensões, com forte presença de papel almaço.

Assim:

Documentação inventariada pelo INEP:
32 caixas archiveX, com documentação do CEGP - cerca de 64.000 imagens.
De referir que a individualização em documentos feita pelo INEP apresentava algumas deficiências - por exemplo, foi considerado um dossier contendo diversa documentação de origem distinta como um único documento - o que levará à necessidade de uma reorganização antes da sua digitalização.

Documentação por inventariar:
Cerca de 120 caixas archiveX, das quais cerca de:
15 com documentação do INIC - 30.000 imagens.
105 com documentação do CEGP - 210.000 imagens.
Esta documentação necessita de um tratamento integral de separação em capilhas individuais para cada documento.
Total: 152 caixas archiveX, representando mais de 300.000 imagens.

Repartição do Gabinete do Governador

Esta documentação abrange o período que vai desde a tomada de posse do Governador Manuel Maria Sarmento Rodrigues (25 de Abril de 1945) até meados de 1974, com a saída do Governador José Manuel Bettencourt Rodrigues. De um modo geral, padece dos mesmo problemas que os restantes fundos, necessitando de ser devidamente tratada/separada antes de se proceder à respectiva digitalização. A inventariação do INEP foi completa para a totalidade da documentação e feita ao nível do dossier. Assim, a documentação inventariada pelo INEP foi de 22 caixas archiveX, correspondendo a 114 dossiers ? 44.000 imagens.

Refira-se que das 22 caixas inventariadas, apenas 14 (28.000 imagens) foram efectivamente localizadas , embora seja expectável que as restantes se encontrem nas instalações do arquivo histórico, estando a ser encetados esforços no sentido de as identificar.

Visitou-se ainda o antigo departamento de microfilmagem e microfichagem, na sequência da experiência efectuada em Lisboa de digitalização de microfilmes e de microfichas. Por se ter constatado que a digitalização de microfichas é viável, a nossa atenção centrou-se nestas. Verificou-se que o INEP dispõe de cerca de 4500 microfichas, armazenadas em caixas archiveX, sem qualquer organização ou inventariação, e numa sala sem condições de temperatura e humidade adequadas à sua correcta conservação.

Estes documentos (microfichas) são maioritariamente relativos a documentação produzida por diversos órgãos de soberania guineenses pós-coloniais. O departamento dispõe igualmente de um equipamento de impressão de microfichas (Canon Microprinter 55) com a lente avariada e sem toner. Optou-se por efectuar a transferência para a FMS de cerca de 1000 destas microfichas, para oportuna avaliação e tratamento.

Relativamente aos restantes itens na agenda INEP, a entrega de documentação foi efectuada, o INEP procedeu à entrega de alguns textos para o seu site e abordou-se a colocação de conteúdos em inglês (existência de duas versões do site, a actual e uma versão em inglês), bem como na digitalização do Boletim Cultural da Guiné Portuguesa, e foi discutido em linhas gerais o futuro da colaboração INEP/FMS, que passará certamente por um projecto de digitalização in situ.

2. AD/Núcleo Museológico de Guiledje

Foram fotografados e medidos os 54 painéis para o futuro Museu de Guiledje. Relativamente às entrevistas a ex-combatentes do PAIGC na zona de Guiledje/Cantanhez, verificou-se que os trabalhos se encontravam atrasados.


Junho de 2008

Timor-Leste




A Fundação Mário Soares fez deslocar a Timor-Leste, de Junho a Novembro de 2008, uma equipa técnica constituída por dois elementos, com a missão principal de proceder à montagem do parque informático e respectiva formação do pessoal do Arquivo & Museu da Resistência Timorense em matéria de digitalização e classificação, de modo a cumprirse o protocolo de colaboração assinado anteriormente com a Timor Telecom.

Esta missão permitiu ainda dar continuidade aos trabalhos de recolha de importante documentação da Luta, bem como de divulgação pública do projecto de preservação e salvaguarda da memória da Resistência do Povo de Timor-Leste.

Assim, paralelamente, e neste âmbito, a equipa desenvolveu várias iniciativas junto das autoridades timorenses de modo a concretizarem-se a breve trecho as obras de reabilitação e ampliação do edifício do AMRT bem como o novo projecto expositivo.

A missão neste país foi interrompida em Julho, de modo a que a equipa, juntamente com o Director do AMRT, Antoninho Baptista Alves, pudesse participar no Congresso Internacional de Arquivos que decorreu em Kuala Lumpur, de 21 a 27 daquele mês.

Digitalização dos Jornais/Timor Telecom











Em cumprimento do Protocolo assinado entre o AMRT e a Timor- Telecom, em 7 de Dezembro de 2007, procedeu-se à instalação do equipamento informático disponibilizado por aquela empresa ? dois computadores, um scaner A3 e uma impressora ? de modo a iniciar-se a digitalização e classificação dos periódicos constantes do texto do acordo.

Antes do início dos trabalhos, constatou-se a necessidade de proceder à conferência exaustiva dos títulos e números de exemplares existentes (já que a sua remessa ao AMRT foi realizada em muito deficientes condições), de modo a construir-se uma base de dados coerente.

A formação dos colaboradores do AMRT, em matéria de digitalização e referenciação dos periódicos teve por base um pequeno manual de procedimentos, previamente elaborado pela equipa e que futuramente servirá também de instrumento de trabalho para tarefas similares, abrindose assim novas perspectivas de tratamento da documentação reunida.

Metodologia adoptada

Os títulos cujo formato permitia a sua digitalização sem necessidade de recurso a posterior montagem das imagens foram digitalizados na íntegra:

As dificuldades encontradas foram de natureza vária - dificuldades na comunicação com o pessoal do AMRT (com excepção do seu Director) por manifesta insuficiência do domínio do português, fracas competências ao nível do manuseamento informático, falta de hábitos de trabalho regular e algum absentismo ? tendo condicionado as metodologias de trabalho, de modo a rentabilizar-se ao máximo a estadia da equipa.

Refira-se também que, em relação a alguns títulos (Diário, Timor Post e Suara Timor Lorosae), verificando-se que o respectivo formato era superior a A3, se optou - nos termos, aliás, do referido protocolo, por digitalizar apenas os anúncios referentes à Timor Telecom.

Apesar dos problemas acima identificados no início da missão, à medida que os trabalhos decorriam, verificou-se uma maior motivação do pessoal para a prossecução dos objectivos estabelecidos.

Formação visitas guiadas e consulta da Base de Dados Fortis

Tendo-se constatado as dificuldades do pessoal do AMRT em acompanhar os visitantes com uma explicação cabal acerca dos conteúdos expositivos, bem como a consulta da Base de Dados do Arquivo da Resistência em Fortis, procedeu-se à elaboração de dois pequenos manuais bilingues de modo a tentar colmatar-se essas lacunas.

Congresso Internacional de Arquivos em Kuala Lumpur



A missão em Dili foi interrompida a fim da equipa participar no 16.º Congresso Internacional de Arquivos na Malásia, que decorreu de entre 21 e 27 de Julho em Kuala Lumpur.

No dia 25 de Julho, a Fundação Mário Soares apresentou o Arquivo da Resistência Timorense, com a participação do Director do Arquivo & Museu da Resistência Timorense.

Essa apresentação mostrou as diferentes fases de recolha e tratamento da documentação e, bem assim, numerosos documentos digitalizados e classificados, tendo ainda sido demonstradas as capacidades de pesquisa do sistema utilizado. Foi igualmente referida a presença do AMRT na internet (www.amrtimor.org).

É de assinalar a presença, nesta apresentação, de numerosos responsáveis de arquivos de diferentes países, sendo que se tratou da única que incidiu sobre arquivos deste tipo e a única oriunda de Portugal e ex-colónias.



TVTL



Já de regresso a Timor-Leste, prosseguiram as reuniões preparatórias para recolhas de nova documentação e, bem assim, acções de sensibilização para a importância da preservação da Memória da Luta. Neste âmbito, a televisão de Timor-Leste dedicou, no dia 7 de Agosto, um programa de uma hora às questões da preservação da memória e da salvaguarda da documentação da Resistência.

O programa, que decorreu em Tétum e Português, as duas línguas oficiais do país, contou com intervenções de representantes da RENETIL, do "ODIR Zebra Celeiro" ? Zona Autónoma de Dili e do Administrador do Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares.

Aí foi amplamente abordada a urgência de se promover e aprofundar a recolha da documentação histórica e da sua integração no Arquivo & Museu da Resistência Timorense, como base essencial para a construção da própria identidade nacional. Foram igualmente evocados aspectos da história da Resistência à ocupação e as características da cooperação estabelecida entre o AMRT e a Fundação Mário Soares.


Entrega de documentos











A presente missão assumiu também a maior importância em termos de recolha de nova documentação da Luta - ver adiante.

De assinalar que ao longo do período de estadia em Dili da equipa da Fundação Mário Soares, numerosos foram os ex-combatentes, dos mais diversos distritos, que por motu proprio se dirigiram ao AMRT a fim de proceder à entrega da documentação e objectos que tinham em seu poder desde o tempo da luta contra o ocupante.

Paralelamente, foram organizadas cerimónias públicas que contaram com a presença das autoridades timorenses e corpo diplomático acreditado naquele país, amplamente divulgadas pela TVTL.

A entrega da documentação da Zona Nicolau Lobato, numa cerimónia tradicional em Nasuta, Likisá, organizada pelos ex-combatentes, assumiu especial relevância, na medida em que reúne, para além do núcleo documental propriamente dito, um importantíssimo conjunto de objectos, bandeiras e armamento artesanal.

De igual modo, a cerimónia realizada nas instalações do AMRT no dia 10 de Agosto revestiu-se de especial significado tendo em conta que os exresponsáveis da Zona Autónoma de Dili entregaram a documentação que há anos era objecto de sucessivas negociações e, paralelamente, procedeu-se à assinatura pública de um protocolo de colaboração entre RENETIL ? Resistência Nacional dos Estudantes de Timor-Leste ? e o AMRT, que contempla, designadamente, o tratamento do seu fundo documental pela Fundação Mário Soares e formação técnica aos seus elementos, que aliás, se iniciou ainda durante a estadia da equipa em Dili.

ANEXO

No decurso desta missão, foi possível erecolher numerosos fundos documentais em todo o território e também objectos diversos, algum armamento usado pela Resistência, incluindo armas artesanais, e registos audiovisuais produzidos durante o período da ocupação indonésia. Para o efeito, realizaram-se cerimónias em diversas localidades e também no edifício do Arquivo & Museu, em Dili.

Dando cumprimento ao clausulado no Protocolo com a RENETIL, a equipa da FMS deu, durante uma semana, formação base, eminentemente prática, a dois elementos da RENETIL, em matéria de conservação, digitalização e classificação documental, tendo para o efeito elaborado um manual bilingue.

Alargamento do Arquivo & Museu

Neste período, foi ainda possível determinar com os responsáveis locais e a Arquitecta autora do projecto o programa de alargamento do Arquivo & Museu ? cujo início de obras se prevê para 2009, sendo especialmente de sublinhar as novas valências que assim serão conseguidas, designadamente no que respeita à ligação aos Veteranos e à comunidade em geral.

O Governo de Timor-Leste, com o apoio técnico da Fundação Mário Soares, está agora a tomar medidas de desenvolvimento das actividades do Arquivo & Museu da Resistência, reforçando a sua posição como local de Memória e de transmissão às novas gerações dos valores e dos exemplos ali documentados.

Visitas ao AMRT








O progressivo regresso à normalidade e o clima de estabilidade que se verificou em Timor-Leste durante o período da estadia da equipa da FMS em Dili, reflectiu-se inegavelmente na dinâmica diária do AMRT, traduzida na elevada afluência de visitantes.

Com efeito, o AMRT tem vindo a ser reconhecido como um espaço único em Timor-Leste de preservação, consolidação e divulgação da Memória da Resistência, procurado pela comunidade local e entidades estrangeiras.

Para além de visitas individuais de ex-combatentes, a Universidade de Timor-Leste, Instituto Camões e outros estabelecimentos de ensino solicitaram programas de visitas de estudo, a serem consideradas posteriormente objecto de avaliação dos alunos. Neste sentido, o Director do AMRT procurou diariamente conciliar o programa de formação em curso com as visitas guiadas que eram solicitadas.

Paralelamente, diversas entidades estrangeiras de visita a Timor-Leste contactaram os responsáveis do AMRT no sentido de lhes ser feita uma visita guiada.

Sublinhe-se a visita do ministro da Justiça de Portugal e respectiva comitiva, que se deslocaram às instalações do AMRT em finais de Agosto, tendo demonstrado apreço pelo projecto, reconhecendo a sua importância enquanto um espaço de Memória, fundamental para a transmissão da história recente daquele país às gerações vindouras.

Também o Brigadeiro Mark Holmes, Comandante das Forças de Estabilização da Austrália em Timor-Leste (ISF) visitou prolongadamente o AMRT, assim como diversos elementos sob o seu comando.

Do mesmo modo, foram numerosas as visitas de elementos das Forças de Segurança e de militares portuguesas a prestar serviço em Timor.

Igualmente o velejador solitário português, Genuíno Madruga, a proceder a uma viagem à volta ao mundo, e chegado a Dili, deslocou-se às instalações do AMRT.





Outras tarefas

No prosseguimento dos trabalhos programados, foi ainda possível estabelecer numerosos contactos com diferentes entidades, quer da Embaixada e da Comunidade , quer da Missão da Companhia de Jesus em Timor - relativamente à qual a FMS vem desenvolvendo um extenso trabalho de recuperação de arquivos, agora com especial ênfase em matéria de documentos fotográficos - quer das autoridades da ONU e do Estado Timorense.

Apoiaram ainda a FMS e o AMRT a organização de uma exposição relativa às FALINTIL-FDTL, no respectivo Dia Nacional (20 de Agosto).

Finalmente, importa referir o apoio sempre presente da Fundação Oriente, que tem permitido resolver problemas logísticos significativos, e da Embaixada de Portugal, que tem assegurado tarefas importantes na continuidade das acções realizadas em Timor-Leste.


Junho de 2008

São Tomé e Príncipe

40 anos depois, assinalou-se a deportação do Dr. Mário Soares para S. Tomé, decidida pelo Conselho de Ministros de Salazar (que eufemisticamente a designou como "fixação de residência") e executada pela PIDE. Preso a 19 de Março de 1968, foi embarcado no avião para S. Tomé, via Angola, na madrugada do dia 21 de Março.

"Naquela noite, tarde, preso em Caxias, fui chamado à sede da PIDE, supunha eu para interrogatórios, uma prova sempre difícil. Mas não. Esperei, um tempo infindável, na mesma sala do último andar onde, antes, me tinham submetido à tortura do sono por três dias e três noites. Que seria agora? Até que apareceu, o célebre inspector Sachetti impecavelmente vestido e perfumado. Disse-me: "o Senhor tem andado a brincar com o Governo. Primeiro, com o pretexto do general Delgado (de cuja família era advogado depois do seu assassinato); agora, com essa especulação dos "ballets rose". Acabou-se! Vamos mandá-lo para São Tomé, por tempo indeterminado." Sacchetti sentenciou: "nos próximos 15 dias haverá uma pequena agitação de superfície. Mas rapidamente tudo esquece. Como uma pedra que se lança a um poço... Dentro de meses ninguém se lembrará que houve um advogado chamado Mário Soares". A exposição agora organizada, no âmbito e a convite da V Bienal Internacional de Arte e Cultura de S. Tomé e Príncipe, mostra, com recurso a documentos da época, os antecedentes dessa deportação, as reacções de solidariedade que provocou e, bem assim, como foi a vida de Mário Soares durante o tempo em que ali permaneceu, praticamente impedido de exercer a sua profissão de advogado, proibido de dar aulas e remetido a um quase total isolamento do exterior.

Organizada na Casa da Cultura de São Tomé, a exposição foi inaugurada a 26 de Junho de 2008 pelo Primeiro-Ministro são-tomense, estando presentes numerosas individualidades, destacando-se Alda do Espírito Santo.

No âmbito da visita a São Tomé, o Dr. Mário Soares proferiu ainda, a convite da Embaixada de Portugal, uma conferência no Instituto Camões, seguida de extenso debate com os presentes.


Agosto de 2008

Cooperação com Angola

No ano em que se assinala o 80.º Aniversário de Mário Pinto de Andrade, a Fundação Mário Soares, em colaboração com as suas filhas, Anna Jinga e Henda Ducados, organizou a apresentação na internet de um conjunto de documentos do seu espólio, tendo em vista o oportuno acesso online a todo o acervo documental e fotográfico deste ensaísta e nacionalista africano (http://www.fmsoares.pt/aeb/dossiers.php).

Em 27 de Janeiro de 1998, a Fundação Mário Soares recebeu em depósito os Documentos de Mário Pinto de Andrade. Cerca de dois anos depois, a 7 de Fevereiro de 2000, realizou-se nas instalações da Fundação, em Lisboa, uma sessão pública de apresentação do tratamento digital dos Documentos Mário de Andrade. Com intervenções de Mário Soares, Luís Cabral e de Ana-Jinga e Henda Ducados, filhas de Mário Pinto de Andrade e que depositaram na Fundação os respectivos documentos, a referida sessão contou com a presença de numerosas personalidades políticas e investigadores. Na mesma data, foram colocadas na Internet as Folhas de Rosto dos Documentos Mário de Andrade, possibilitando assim o conhecimento online do conteúdo de todo este importante acervo documental.

Desde então, muitos têm sido os investigadores que têm acedido aos referidos documentos, incorporando-os nos seus trabalhos. Passados 10 anos, a Fundação entendeu reorganizar esse Arquivo em suporte electrónico, de modo a tornar ainda mais compreensível aos leitores o acesso à documentação, ao mesmo tempo que se definiram as modalidades de colocação na internet de todo esse importante acervo. Figura imprescindível e central do movimento nacionalista e anti-colonialista africano, Mário Pinto de Andrade foi também o intelectual e o militante que jamais renunciou às suas convicções, nem as moldou às mordomias e tentações do poder. Íntegro, manteve-se lúcido e atento ao tempo que foi o seu, sem nunca deixar de estudar e debater as novas condições criadas pela evolução social e política. Homem de Cultura, abriu caminhos e desbravou novas perspectivas para o que entendia dever ser a afirmação de África.

No 80.º aniversário do nascimento de Mário Pinto de Andrade, importa, hoje como sempre, conhecê-lo, estudá-lo, mostrar o exemplo dos seus combates cívicos, políticos e culturais.

Para cumprir tal objectivo, a FMS tem desenvolvido numerosos contactos com diferentes entidades de Angola, tendo designadamente em vista o estabelecimento de parcerias em áreas culturais e de preservação e divulgação de acervos documentais relevantes para a história de ambos os países.


Outubro de 2008

Moçambique

De 3 a 22 de Outubro de 2008, deslocou-se a Moçambique uma equipa com os seguintes objectivos principais:

Exposição "Desenhos de Prisão"

Realizou-se um conjunto alargado de contactos com o intuito de levar a exposição "Desenhos de Prisão", de Malangatana, a Nampula e/ou Ilha de Moçambique. Apesar dos esforços desenvolvidos e do apoio do IPAD e do Instituto Camões, apenas foi possível agendar para o 1º semestre de 2009 uma eventual exibição em Nampula.

Base de dados José Craveirinha

Relativamente ao projecto de tratamento da documentação do poeta José Craveirinha, procedeu-se inicialmente a uma verificação da adequação da base de dados previamente entregue. O técnico informático e o investigador do projecto confirmaram que a mesma estava a funcionar correctamente e servia o fim pretendido pelo Fundo Bibliográfico. Verificouse contudo que, e apesar da documentação se encontrar totalmente digitalizada e a base de dados correctamente instalada, esta não continha ainda qualquer registo - tendo sido definida uma estratégia de cooperação e de apoio da FMS ao desenvolvimento técnico pretendido.

Recolha de testemunhos orais sobre Malangatana



Com o objectivo de complementar a documentação do acervo pessoal do pintor Malangatana, planeou-se a realização de um conjunto de entrevistas a um grupo alargado de pessoas, incluindo o próprio Malangatana:

No total, foram recolhidas mais de 20 horas de registos áudio e vídeo. Para o efeito, a FMS deslocou a Moçambique o equipamento técnico (áudio e vídeo) necessário.

Tratamento Documental do Acervo Malangatana Valente Ngwenya



No prosseguimento do trabalho de tratamento da documentação do pintor Malangatana, foi possível recolher mais 3 pastas de documentação diversa (correspondência, poesia, textos de cariz biográfico e notas soltas), 7 cassetes VHS e 1 cassete áudio. A este material acresce uma cassete áudio contendo uma entrevista a Malangatana realizada pelo Dr. Machado da Graça e cedida por este último.
Em diferentes ocasiões discutiu-se a continuidade deste trabalho, designadamente em colaboração com a projectada Fundação Malangatana Valente Ngwenya.

Encontros de Matalana - 2009

Procedeu-se ao esclarecimento de diversos aspectos da programada iniciativa do Encontros de Matalana, ficando agendada a sua definição final para o primeiro trimestre de 2009.


Outubro de 2008

Videoconferência com a Univ. de S. Paulo, Brasil

Com o apoio da DPW - IT Consulting, realizou-se no dia 14 de Outubro uma videoconferência entre a Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo e a Fundação Mário Soares em Lisboa, subordinada ao tema "1968: Liberdade e Repressão". Nesta videoconferência, em que participaram, de Lisboa, Luiz Francisco Rebello, Ana Cabrera e Alfredo Caldeira e diversos académicos da Universidade de São Paulo, abordou-se detalhadamente as investigações académicas e as iniciativas arquivísiticas respeitantes ao ano de 1968 e suas implicações políticas e sociais globais.


Novembro de 2008

Cabo Verde





Realizou-se uma missão a Cabo Verde/Cidade da Praia e Tarrafal, de 19 de Novembro a 5 de Dezembro de 2008, tendo como objectivo central a digitalização dos fundos documentais referentes ao campo de concentração do Tarrafal existentes no AHNCV - Arquivo Histórico Nacional de Cabo Verde (visando constituir um Centro de Documentação em suporte digital sobre o campo de concentração do Tarrafal, no âmbito do Simpósio que irá ter lugar no mesmo local, previsto para Abril/Maio de 2009) e, bem assim, proceder à recolha de informação local sobre o próprio campo de concentração.

Para a realização do objectivo principal foi doado um scanner Epson GT 20000 (A3) ao AHNCV e deslocou-se uma técnica da Fundação Mário Soares ao referido arquivo

O trabalho de selecção documental baseou-se na consulta de fichas com a descrição dos processos relativos a 2 fundos específicos da administração colonial portuguesa - sendo este processo de selecção devidamente acompanhado pela responsável do IAHNCV.

Seguiu-se a digitalização dos documentos encontrados, a qual correspondeu a uma selecção devidamente ponderada, uma vez que a totalidade dos documentos dos processos não interessava ao objectivo principal. No total foram digitalizados 16 processos, a côr, com a resolução de 300 dpi, gravados em formato tif, tendo sido alcançado um total de 411 imagens. Este trabalho foi acompanhado pela introdução em base de dados da descrição do processo no campo assunto e, quando oportuno, da descrição do documento no campo observações, com a possibilidade de abrir o respectivo processo em pdf num campo criado para o efeito.

No AHNCV ficou cópia de todo o trabalho realizado, a saber: matrizes digitais (tif), cópia das imagens em jpeg, pdf dos processos digitalizados, e base de dados correspondente. A base em access que foi deixada no AHNCV, com a possibilidade de ligação às imagens em pdf, é uma solução, embora temporária, de gestão dos documentos digitalizados pelo arquivo. Mas afigura-se ugente a necessidade de implantar um programa de gestão documental mais robusto e adequado

Finalmente, foram estabelecidos os termos gerais de cooperação a desenvolver entre o AHNCV e a FMS, o que será objecto de protocolo a estabelecer em 2009.

Também em Cabo Verde, prosseguiu a colaboração com o projecto de informatização do Arquivo da Assembleia Nacional, estando agora em estudo a organização, a partir de 2009, da digitalização dos registos sonoros das sessões parlamentares, em articulação com todo o projecto já concretizado de digitalização da documentação.

Deslocação ao campo de concentração do Tarrafal



A visita ao campo de concentração do Tarrafal decorreu no dia 22 de Novembro de 2008, na companhia de um antigo preso caboverdeano e de um elemento da Fundação Amílcar Cabral, com o objectivo de fotografar o local e recolher o depoimento de diversos elementos sobre as designações do campo ao longo do tempo, o modo de funcionamento e alterações arquitectónicas. Desta visita resultou um conjunto de cerca de 80 fotografias do campo e a recolha de testemunhos sonoros com cerca de 95 minutos de duração.


Dezembro de 2008

Timor-Leste











Dando continuidade ao trabalho em curso em Timor-Leste, realizou-se uma nova deslocação àquele país, de 26 de Novembro a 13 de Dezembro de 2008, com os seguintes objectivos:

1. Concluir o projecto de requalificação e expansão do Arquivo & Museu da Resistência Timorense;

2. Apresentar esse projecto à aprovação das autoridades timorenses;

3. Assinalar, no dia 7 de Dezembro, o 3.º aniversário do AMRT. O trabalho anteriormente realizado (cfr. referências a Timor-Leste no presente Relatório) permitiu concluir numerosas tarefas e acordar novas metodologias para o seu futuro desenvolvimento, tendo, sobretudo, em vista o programado alargamento do edifício do AMRT e as consequências daí resultantes, designadamente:
a) Pessoal - novas valências e recrutamentos;
b) Exposições - nova exposição permanente e sala multimédia;
c) Actividades - alargamento e profissionalização das actividades com a comunidade, especialmente escolar e de Veteranos.

Todas estas questões foram abordadas em profundidade com um leque muito alargado de personalidades timorenses, tendo em vista a recolha de informação que permitisse a adopção de medidas criteriosas nos diversos campos.

Uma vez concluído o projecto de ampliação do AMRT, foi, desde logo, possível mostrar e explicar a sua concepção, prazos de execução e esforços financeiros necessários ao Senhor Secretário de Estado da Cooperação e dos Negócios Estrangeiros, Prof. Doutor João Gomes Cravinho, que se encontrava acompanhado do Presidente do IPAD, Prof. Doutor Manuel Correia, e do Embaixador de Portugal em Dili, Dr. João Ramos Pinto.

No dia 7 de Dezembro, no edifício do AMRT, assinalou-se o 3.º aniversário da sua instalação, com a presença de Suas Exas. o Presidente da República, Presidente do Parlamento Nacional e Primeiro-Ministro, além de numerosos convidados, incluindo o Brigadeiro-General Comandante das F-FDTL e Representantes do Corpo Diplomático.

A arquitecta responsável pelo projecto procedeu à sua apresentação detalhada, com projecção de representações do novo edifício em 3D, tendo aquelas individualidades, bem como o representante da FMS e o Director do AMRT, manifestado publicamente o seu empenho em prosseguir o trabalho de preservação e divulgação da Memória Histórica de Timor-Leste, sem descurar os aspectos financeiros necessários à sua concretização.

Assinale-se, finalmente, a visita ao AMRT da missão do Parlamento Europeu, que incluía os deputados José Ribeiro e Castro e Ana Gomes.



Fundação Mário Soares
Rua de S. Bento, 176 - 1200-821 Lisboa, Portugal
Telefones: (+ 351) 21 396 41 79 | (+ 351) 21 396 41 85 | Fax: (+ 351) 21 396 4156
fms@fmsoares.pt | arquivo@fmsoares.pt | direccao.casa-museu@fmsoares.pt