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Casa-Museu Centro Cultural Joo Soares

Exposições Temporárias

João Lopes Soares: exposição comemorativa dos 125 anos do seu nascimento
João Lopes Soares, ao centro, governador civil de Braga, durante uma visita à freguesia de S. Torcato, Guimarães, 7 de Novembro de 1913. Fotografia de Mário da Silva Leite.
Assento de baptismo de João Lopes Soares, nascido no lugar de Cabeças, Arrabal, Leiria, a 17 de Novembro de 1878.
Primeira página da Pública-forma em que o Bispo de Coimbra, Dom Manuel Correia de Bastos Pina concede, por um ano, licença para exercer o Ministério de orador sagrado naquela Diocese ao Presbítero João Lopes Soares, Coimbra, 14 de Outubro de 1902.
Requerimento do Presbítero João Lopes Soares a Sua Magestade o Rei, para lhe ser autorizado concorrer ao exame para admissão no Corpo de Capelães Militares, Arrabal, 10 de Novembro de 1902.
Primeira página do Ponto nº 2 (Pedagogia) de admissão ao Corpo de Capelães Militares de João Lopes Soares, Lisboa, 27 de Março de 1903.
Retrato do capelão militar de 3ª classe, João Lopes Soares, c. 1904.
Capa da brochura Fé e Civismo, reproduzindo a alocução proferida no Quartel de Artilharia nº 2, em Alcobaça, pelo respectivo capelão, João Lopes Soares, num juramento de bandeira, Alcobaça, Março de 1904.
Louvor concedido a João Lopes Soares pelo notável zelo e dedicação na regência do curso para praças e cabos no ano 1906-1907, Secretaria de Estado da Guerra, 1908.
João Lopes Soares com dois amigos seus, Brilhante e Joaquim Isaac, na Nazaré, c. 1907.
João Lopes Soares com um grupo de amigos na Nazaré, 16 de Agosto de 1907. Ao tempo, estava colocado no Regimento de Infantaria nº 16, em Lisboa.
Primeira página do jornal O Mundo saudando a Implantação da República, Lisboa, 5 de Outubro de 1910.
Imagens do 5 de Outubro de 1910, registadas na Rotunda, numa das ruas da Baixa e no Rossio, distinguindo-se civis armados e militares. Fotografias oferecidas por J. J. Ferreira (fotógrafo?) ao Dr. Bernardino Machado.
Imagens do 5 de Outubro de 1910, registadas na Rotunda, numa das ruas da Baixa e no Rossio, distinguindo-se civis armados e militares. Fotografias oferecidas por J. J. Ferreira (fotógrafo?) ao Dr. Bernardino Machado.
Imagens do 5 de Outubro de 1910, registadas na Rotunda, numa das ruas da Baixa e no Rossio, distinguindo-se civis armados e militares. Fotografias oferecidas por J. J. Ferreira (fotógrafo?) ao Dr. Bernardino Machado.
Imagens do 5 de Outubro de 1910, registadas na Rotunda, numa das ruas da Baixa e no Rossio, distinguindo-se civis armados e militares. Fotografias oferecidas por J. J. Ferreira (fotógrafo?) ao Dr. Bernardino Machado.
Telegrama de João Lopes Soares, datado de 14 de Julho de 1910, para o seu amigo padre Elysio Campos, anunciando a sua deslocação próxima, cuja razão se desconhece, embora o período fosse de intensos preparativos do movimento revolucionário que haveria de implantar a República três meses depois. Elysio Campos colaborava nas Escolas Móveis, associação republicana e de cariz maçónico, criada por Casimiro Freire e que recorria à Cartilha Maternal de João de Deus. Elysio Campos e João Lopes Soares serão, em 1917, os autores do manual de Educação Cívica Portugal Nossa Terra.
Retrato de João Lopes Soares com farda e patente de tenente, c. 1911.
Excerto de carta de João Lopes Soares para o seu amigo e antigo Presidente do Ministério Domingos Pereira, em cujo governo sobraçou a pasta das Colónias, dando-lhe conta da sua posição face à Igreja e do modo como se afastou após a Implantação da República, 15 de Junho de 1924.
Símbolo do Grande Oriente Lusitano Unido. João Lopes Soares terá sido iniciado na Maçonaria em 1911, na Loja Paz, com o nome simbólico Rousseau. Existem, no entanto, algumas referências a ligações maçónicas anteriores.
Cartão de Afonso Costa para João Lopes Soares com diversas anotações relativas ao trabalho político a desenvolver no seu círculo em vésperas de eleições (1922?).
Cartão de Afonso Costa para João Lopes Soares com diversas anotações relativas ao trabalho político a desenvolver no seu círculo em vésperas de eleições (1922?).
João Lopes Soares, ao centro, governador civil de Braga, durante uma visita à freguesia de S. Torcato, Guimarães, 7 de Novembro de 1913. Fotografia de Mário da Silva Leite.
Em 17 de Junho de 1911, João Lopes Soares é nomeado Superior do Colégio das Missões Ultramarinas, em Cernache do Bonjardim, pelo Ministro da Marinha e das Colónias, embora o Ministro da Guerra sustenha a sua requisição. Na mesma data, é nomeado para constituir a comissão do ensino primário da obra tutelar e social do exército de terra e mar.
João Soares ingressa como professor no Instituto Profissional dos Pupilos do Exército de Terra e Mar, criado por decreto de 25 de Maio de 1911 pelo então ministro da Guerra, general Correia Barreto e destinado a receber, para os instruir e educar, os filhos varões das praças, sargentos ou oficiais do exército e da armada.
Jantar oferecido ao ministro da Guerra, general Vicente de Freitas, em 1913, na Guarda. João Lopes Soares, governador civil do distrito, é o terceiro a contar da direita.
A Secretaria de Estado da Guerra comunica que João Lopes Soares recebeu guia de marcha para se apresentar no Ministério das Finanças, por ter sido nomeado, em 18 de Abril de 1914, Vogal do Conselho Superior da Administração Financeira do Estado, cargo que exerceria até ser demitido pela Ditadura, 5 de Maio de 1914.
Capa do livro Portugal Nossa Terra – Educação Cívica, da autoria de João Soares e Elísio de Campos, aprovado pelo Governo em 20 de Junho de 1917, na sequência de concurso público para a elaboração de uma obra em que se encontrassem sintetizadas e coordenadas as modernas noções de «Educação cívica», destinado às escolas primárias e normais e educação post-escolar, Lisboa, 1917.
Decreto assinado por Sidónio Pais em que é abatido ao quadro efectivo do exército o tenente capelão João Lopes Soares, 15 de Julho de 1918.
Retrato de João Lopes Soares, 1918, muito provavelmente durante as suas frequentes deslocações a Espanha, por razão do sidonismo. Foto Nacional, Marques, Gerez.
Terminado o sidonismo, João Lopes Soares apresentou-se voluntariamente de deserção na Secretaria de Estado da Guerra, no dia 27 de Janeiro de 1919. A 27 de Fevereiro, por decreto do Ministro da Guerra, João Lopes Soares é reintegrado no efectivo do exército, ficando nulo e de nenhum efeito o D. de 15 de Julho de 1918. A 13 de Março de 1919, recebe guia de marcha para reassumir o seu lugar de professor efectivo do Instituto dos Pupilos do Exército, em cujo cargo fora reintegrado por Decreto do dia 8 de Março.
Ordem de prisão assinada por Sidónio Pais no Campo de Concentração das Tropas Revoltadas, em Capolide, 8 de Dezembro de 1917.
Sidónio Pais, a cavalo, preside a uma parada militar, 1918.
Governo de Domingos Pereira, em que João Lopes Soares (primeiro a contar da esquerda, na segunda fila) ocupa a pasta das Colónias. Abílio Marçal. António Granjo, Leonardo Coimbra, Ramada Curto, Macedo Pinto, Luís Guimarães e Jorge Nunes são alguns dos nomes que integram este governo. Na sua curta vigência – o governo caíu a 28 de Junho – João Soares toma a iniciativa de criação do Instituto de Missões Civilizadoras Laicas, estabelecido em Cernache do Bonjardim, de que será director Abílio Marçal.
É em 1922 que João Soares, dando realmente a medida das suas capacidades de educador, publica a série dos seus manuais escolares destinados ao ensino liceal, que preparou no âmbito das suas funções de professor do Instituto dos Pupilos do Exército: Os Povos Orientais e a Grécia, a História de Roma e da Idade Média e ainda A Idade Moderna e Contemporânea, todos através da Coimbra Editora, livraria de que Salazar era gerente.
É em 1922 que João Soares, dando realmente a medida das suas capacidades de educador, publica a série dos seus manuais escolares destinados ao ensino liceal, que preparou no âmbito das suas funções de professor do Instituto dos Pupilos do Exército: Os Povos Orientais e a Grécia, a História de Roma e da Idade Média e ainda A Idade Moderna e Contemporânea, todos através da Coimbra Editora, livraria de que Salazar era gerente.
É em 1922 que João Soares, dando realmente a medida das suas capacidades de educador, publica a série dos seus manuais escolares destinados ao ensino liceal, que preparou no âmbito das suas funções de professor do Instituto dos Pupilos do Exército: Os Povos Orientais e a Grécia, a História de Roma e da Idade Média e ainda A Idade Moderna e Contemporânea, todos através da Coimbra Editora, livraria de que Salazar era gerente.
Aos 44 anos de idade, João Lopes Soares dirige ao Papa um requerimento, datado de 14 de Maio de 1923, em que solicita a declaração de nulidade da sua ordenação ou ao menos a libertação de todas as obrigações inerentes à dita Ordem. Aí refere, designadamente que, após a extinção do Corpo de Capelães Militares pela República nunca mais tornou a exercer qualquer acto do culto. Em carta de 15 de Junho para o antigo Presidente do Ministério Domingos Pereira, João Soares acentua que o faz por sua mãe, quasi nos 86 anos: Se ela soubesse o filho desligado pelo Papa de todas as obrigações e nivelado com os outros homens, morreria tranquila. Só por isto me decidi.
A Ditadura espreita, por mais que seja mandada para a sarjeta, conforme ilustrado por desenho de José de Almada Negreiros, publicado no Diário de Lisboa, de 24 de Junho de 1924.
Revolução da Terra – Estações (Hemisfério Boreal), in Novo Atlas Escolar Português, de João Soares, cuja 1ª edição ocorreu em Abril de 1925, conhecendo sucessivas edições e actualizações, com vista a continuar a ser um instrumento efectivamente prático para a compreensão dos problemas geográficos. Esta obra foi também publicada no Brasil, com prefácio de João de Barros.
Em 15 de Maio de 1924, João Lopes Soares é autorizado a deslocar-se a Itália por 20 dias. Aí terá preparado a futura edição do Novo Atlas Escolar Português, que publicará no ano seguinte, com impressão no Instituto Geográfico de Agostini, em Novara.
Elementos de Cosmografia, in Novo Atlas Escolar Português, de João Soares. Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares No mesmo ano em que é publicada o Atlas, nasce, a 7 de Dezembro, Mário Soares, filho de João Lopes Soares e de Elisa Nobre Baptista.
O Diário de Lisboa de 30 de Maio de 1926 anuncia, na primeira página, que Mendes Cabeçadas foi incumbido de formar governo, tomando interinamente conta de todas as pastas e, na última página, que Costa Gomes deve chegar nesse dia a Lisboa, vindo de Braga.
O Diário de Lisboa de 30 de Maio de 1926 anuncia, na primeira página, que Mendes Cabeçadas foi incumbido de formar governo, tomando interinamente conta de todas as pastas e, na última página, que Costa Gomes deve chegar nesse dia a Lisboa, vindo de Braga
Mendes Cabeçadas e Gomes da Costa assistem a um desfile de tropas na Amadora, escassos dias após o golpe militar vitorioso, 3 de Junho de 1926.
João Lopes Soares na Foz do Arelho, 1942.
A revolta de 7 de Fevereiro de 1927 fracassou e o regime desencadeia uma violenta repressão em todo o país. O título do Diário de Lisboa do dia 10 é bem exemplificativo.
João Lopes Soares apresenta ao Director dos Pupilos do Exército uma justificação das faltas que deu entre 1 e 11 de Fevereiro de 1927, por ocasião da tentativa revolucionária de 7 Fevereiro.
Via o meu pai, em encontros esporádicos, em sítios e a horas estranhas. (...) Por exemplo, lembro-me de o ir visitar ao forte de São Julião da Barra, que era então uma prisão política. De outra vez lembro-me de ter andado com o meu pai no Campo Grande, no lago, estava ele fugido e usava um nome de empréstimo (que me obrigavam a repetir): senhor Araújo, africanista em férias. (Mário Soares) A fotografia mostra, precisamente, João Lopes Soares com seu filho Mário, no Campo Grande, no Domingo de Páscoa de 1927.
Segundo a polícia política, em Agosto de 1930, João Lopes Soares é um dos organisadores da Liga Contra o Analfabetismo. Conspira activamente, tendo frequentes encontros com os foragidos políticos. E conclui: É opinião desta Polícia que ao epigrafado deve ser fixada residência fora do Continente. É-lhe fixada residência em Ponta Delgada, nos Açores, para onde embarcou no dia 8 deste mês, sendo mais tarde transferido sob prisão para a Ilha de Santa Maria. O Comandante Militar de Ponta Delgada informa que se evadiu desta localidade o capitão capelão, João Lopes Soares, que comprou uma passagem da ilha de Santa Maria para a Madeira no vapor Lima. (Arquivo Histórico Militar/Arquivo & Biblioteca da Fundação Mário Soares) Em 13 de Outubro, o capitão do vapor Lima informa o Depósito de Deportados do Comando Militar de Ponta Delgada que existe a bordo um creado que o reconheceu, como deportado político e que não nos avizou como era sua obrigação. Este creado vae ser despedido, independente de qualquer acção que a polícia queira tomar.
Primeira e segunda páginas do auto de corpo de delito organizado pelo Governo Militar dos Açores contra João Lopes Soares, pelo crime de deserção, com início em 21 de Setembro de 1930.
Primeira e segunda páginas do auto de corpo de delito organizado pelo Governo Militar dos Açores contra João Lopes Soares, pelo crime de deserção, com início em 21 de Setembro de 1930.
João Lopes Soares e um grupo de alunos, com dedicatória “Ao Exmo Sr. Dr. João Soares, Homenagem dos seus alunos Jaime Gonçalves Reis, David Gameiro e Arlindo Gonçalves Reis”, 6 de Novembro de 1927.
A Repartição Geral do Ministério da Guerra propõe, em 14 de Novembro de 1930, que João Lopes Soares seja abatido ao efectivo do Exército, como desertor, na sequência do auto de corpo de delito que contra ele correra nos Açores.
Em 7 de Fevereiro de 1931, é publicado o Decreto de 15 de Novembro de 1930, que abate ao efectivo o capitão capelão João Lopes Soares.
Em 4 de Abril de 1931, estala a Revolta da Madeira. João Lopes Soares já abandonara a Ilha e passara clandestinamente para Lisboa, com sucessivas idas a Espanha. Conservo uma memória muito viva do 26 de Agosto de 1931 – tinha seis anos e pouco – e do drama ocorrido em minha casa: foi a última e sangrenta tentativa revolucionária contra a ditadura do Estado Novo. Dirigida pelo coronel Utra Machado, o meu pai foi um dos responsáveis civis. A minha mãe e os meus irmãos estavam obviamente ao corrente do que se passava. Começaram a ouvir-se os tiros, para os lados do Parque Eduardo VII. Viam-se passar militares e carros militares, mas as ruas estavam desertas. A meio da manhã surgiram notícias desani-madoras. A revolução parecia perdida. Tinha havido muitos mortos e feridos. Mas não se sabia nada nem do que acontecera ao meu pai. Utra Machado, dizia-se, tinha sido preso no momento da rendição. A ansiedade crescia. O que iria acontecer? Terá sido preso depois, não sei em que circunstâncias e foi enviado para o Forte de São João Baptista, na ilha Terceira, onde estivera preso e lá morrera Gungunhana. Meu pai coincidiu nessa fortaleza presídio com o que seria o meu futuro sogro, o capitão Barroso, pelos mesmos motivos, embora mal se conhecessem. (Mário Soares) O epigrafado mantinha ligações conspiratórias com Custódio Maldonado Freitas, Travassos Mendonça Santos, ex-capitão Vilhena e Sarmento de Beires - afirmava, em Junho de 1932, a polícia política que andava no encalço de João Soares, fugido à acção desta polícia. Mais suspeitava que mantinha ligações revolucionárias com o Tenente Coronel Utra Machado, Coronel Dias Antunes e Tenente Carmona. E concluía que, da análise dos processos resulta com tôda a nitidez, a acção desenvolvida pelo epigrafado, em tôda a organização revolucionária, como elemento preponderante. Maldonado Freitas e João Lopes Soares exilados em S. Sebastian, Espanha, 1932.
Forte de São João Baptista, em Angra do Heroísmo, Março de 1934. (1 – Raul Heeihouse; 2 – José Praça; 3 – António Marques; 4 – António João da Silva; 5 – João Lopes Soares; 6 – José Matos Machado; 7 – Bernardino Dias; 8 – Joaquim de Oliveira Guerreiro; 9 – Jaime António Palma Mira; 10 – António Seca; 11 – Alfredo José da Costa; 12 – João Perdigão; 13 – Augusto Monteiro) - A identificação dos deportados está inscrita no verso da fotografia, que todos assinaram. [João Lopes Soares e Raul Heeihouse em Angra do Heroismo. Fotografia assinada e datada por João Soares, Março de 1934.]
João Lopes Soares e Raul Heeihouse em Angra do Heroismo. Fotografia assinada e datada por João Soares, Março de 1934.
João Lopes Soares no Forte de S. João Baptista, Angra do Heroismo, de boina e flor na lapela; reconhece-se também o escultor João da Silva (cunhado de António Sérgio, de boina e camisa aos quadrados), 6 de Novembro de 1933.
Lista dos Presos Políticos em Angra do Heroísmo, organizada por Augusto César Henriques, natural de Escalhão, que também ali esteve deportado.
Lista dos Presos Políticos em Angra do Heroísmo, organizada por Augusto César Henriques, natural de Escalhão, que também ali esteve deportado.
Lista dos Presos Políticos em Angra do Heroísmo, organizada por Augusto César Henriques, natural de Escalhão, que também ali esteve deportado.
Lista dos Presos Políticos em Angra do Heroísmo, organizada por Augusto César Henriques, natural de Escalhão, que também ali esteve deportado.
Carta de João Lopes Soares, então deportado nos Açores, para seu filho Mário, 22 de Novembro de 1933.
Em 8 de Maio de 1934, volta para a cadeia do Aljube, em Lisboa, a fim de responder novamente no Tribunal Militar Especial – segue sob prisão, não podendo desembarcar nos portos de escala. A 19 de Maio de 1934, o Tribunal Militar Especial de Lisboa condena João Lopes Soares e outros arguidos na pena correccional de doze meses, dando-se-lhe por expiada com a prisão sofrida. São eles acusados de formarem um forte núcleo de conspiradores que, ligados uns aos outros, vinham, desde há tempos, conspirando contra a actual Situação Política do Paiz, trabalhando revolucionariamente sob as ordens dos ex-capitão Nuno Cruz e ex-tenente Alexandrino, tendo, alguns deles, até entendimentos com comunistas e bombistas. Acredito que meu pai, no regresso da prisão dos Açores, estivesse seriamente preocupado com a sua precária situação financeira e disposto a tratar da vida. Tinham sido nove anos de «vida airada», a expressão é do meu pai, de permanente luta e conspiração – ora preso, deportado, ora fugido, com frequentes idas clandestinas a Espanha, quartel general dos "Budas" – onde se encontravam refugiados os seus amigos Jaime Cortesão, Moura Pinto, Nuno Cruz, Jaime de Morais, Cesar de Almeida e outros, que urdiam, sem cessar, os fios interrompidos da conspiração contra a ditadura, que se refazia e recomeçava, persistentemente, a cada novo desastre... Durante esses anos, meu pai perdeu tudo, foi demitido de todos os lugares públicos, deixou de ser professor, não tinha modo de vida fixo, sujeito a contínuas dificuldades financeira, imagino, e, como dizia, "crivado de dívidas". Mário Soares
Diploma que autoriza João Lopes Soares a dirigir estabelecimentos de ensino superior ao primário particular, 15 de Junho de 1934.
Alvará que autoriza João Lopes Soares a abrir em Lisboa um estabelecimento de ensino particular denominado Colégio Moderno, 26 de Novembro de 1936.
Selo editado pelo Movimento de Unidade Democrática Juvenil, 1945.
Membros da Comissão Central do MUD. Da esquerda para a direita, sentados, Maria Isabel Aboim Inglês, Mário de Azevedo Gomes, Fernando Mayer Garção; em pé, Gustavo Soromenho, Mário Soares e Manuel Mendes.
Foz do Arelho. Da direita para a esquerda, Maria da Conceição Lopes, Maurício de Vasconcelos, João Lopes Soares, Mário Soares, Elisa Soares e Joaquim Ruivo, motorista do Colégio Moderno.
Primeiro grupo de alunos do Colégio Moderno, ano lectivo 1936-37. Mário Soares, então aluno do 2º ano do liceu, é o quinto a contar da esquerda; sua mãe, Elisa Soares, está na varanda, do lado esquerdo, e, ao centro, no primeiro plano, João Lopes Soares.
Notícia do Diário de Lisboa de 4 de Junho de 1948 sobre o início do julgamento em Tribunal Militar dos arguidos da tentativa revolucionária de 10 de Abril de 1947, em que esteve envolvido João Lopes Soares.
O Diário da Manhã, de 15 de Junho de 1948, anuncia a decisão do Tribunal Militar de Santa Clara que condenou os arguidos da tentativa revolucionária de 10 de Abril de 1947, entre os quais João Lopes Soares, com 70 anos de idade.
João Lopes Soares, João Barroso Soares e Mário Soares no Colégio Moderno, 17 de Novembro de 1957 (data do aniversário de João Lopes Soares).
João Lopes Soares e os seus filhos Tertuliano e Mário, com Maria da Conceição e Maria de Jesus Barroso.
João Lopes Soares no pátio do Colégio Moderno, à porta do seu gabinete, Outubro de 1940.
Almoço de confraternização de antigos alunos do Colégio Moderno. Ao centro e de pé, Elisa Soares e João Lopes Soares, Maria de Jesus Barroso Soares e Mário Soares, Junho de 1954.
Almoço de confraternização dos professores do Colégio Moderno. Ao centro, Berta Mendes, João Lopes Soares e Maria Barroso Soares.
João Lopes Soares fala aos alunos do Colégio Moderno, no início do ano lectivo de 1958-59.
Rogério Araújo, Cândida Araújo, João Barroso Soares e João Lopes Soares na varanda da casa de Cortes.
Título do jornal República, de 22 de Novembro de 1968, que publicou declarações de João Lopes Soares nos seus 90 anos.

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