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30 de Maio de 2003
 
 
No primeiro aniversário da morte de António de Barros Machado, e ainda antes do tratamento integral do respectivo acervo documental, depositado na Fundação pelos seus herdeiros Maria Alice Ferreira Cortés González Almeida Machado e António Luís de Almeida Machado, entendemos útil assinalar o Cidadão e o Cientista.
António de Barros Machado é mais um daqueles portugueses que o fascismo afastou do ensino e pretendeu reduzir ao silêncio, inviabilizando o prosseguimento das investigações a que se dedicara – carimbado pela polícia política como “elemento desafecto ao Estado Novo”, António de Barros Machado faz parte da “Ciência amordaçada” que marcou quase metade do século XX português.
A sua fixação em Angola, a partir de 1947, veio, no entanto, permitir, nas especiais condições que lhe foram proporcionadas pela Diamang, desenvolver e incentivar trabalhos pioneiros em diversas áreas científicas, recebendo amplo reconhecimento internacional.
Mesmo após o seu regresso de Angola, em 1973, António de Barros Machado continuou as suas investigações, abrindo novos caminhos científicos, que aguardam prosseguimento.
Reintegrado na Universidade do Porto apenas em 26 de Abril de 1996, já com 84 anos de idade, depois de aí ter recebido, em 1990, o Doutoramento Honoris Causa, António de Barros Machado é um exemplo de cidadão e cientista, cujo acervo documental será gradualmente aberto ao público na Fundação Mário Soares, estimulando o conhecimento da sua vida e obra.
 
 
 Imagem de fundo: escultura quioca do Museu do Dundo, Angola
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Dossier 03.........Maio 2003
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