20 a 22 de Janeiro de 1915Movimento das Espadas039267
Grande parte da oficialidade da guarnição de Lisboa protesta junto do Presidente da República, contra recentes transferências de oficiais entendidas como perseguições políticas. O mote foi a transferência do capitão Craveiro Lopes da Figueira para a Covilhã, por alegada indicação da Carbonária local.
Manuel de Arriaga considera que está patente um conflito entre a República e o Exército e recorre a um governo extra-partidário, como ele próprio afirma na mensagem de renúncia. O governo tentou reagir explicando as transferências e tomando medidas com o apoio de militares fiéis, fazendo passar o movimento como uma insurreição monárquica. Os oficiais que se dirigiam ao palácio de Belém foram interceptados por Cavalaria 4. Verificou-se a prisão de vários oficiais (para a fragata D. Fernando e Arsenal da Marinha). Os jornais "O Século" e o unionista "A Lucta" foram suspensos. Na tarde de dia 22,
Machado Santos vai a Belém, ao Palácio Presidencial, para entregar a sua espada, a "espada da Rotunda" a Manuel de Arriaga, como forma de solidariedade com o "Movimento das Espadas".
ano:
1915 | tema:
Violência (política)