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Cronologia


[registo específico]
Sábado, 18 de Julho de 1903Jack London publica o "Apelo da Selva"

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É publicado o "Apelo da Selva" ("The Call of the Wild") de Jack London. John Griffith London nasceu em São Francisco no ano de 1876, filho de mãe solteira, de nome Flora Wellman, sendo criado por uma ex-escrava, Virginia Prentiss. Em 1876, a sua mãe casou-se com um veterano da guerra civil, John London, e a família acabou por se mudar para Okland, onde London fez a escola primária. Durante a adolescência, John London, adoptou o nome de Jack. Trabalhou como jornaleiro, pescador de ostras e marinheiro, alistou-se no exército de "Kelly" (um exército constituído por trabalhadores desempregados) e "vagabundeou" pelo país antes de voltar a Okland, com 19 anos, altura em que decidiu voltar a frequentar o liceu. Nessa altura travou conhecimento com o socialismo, acabando por ficar conhecido com o "rapaz socialista de Okland" devido às suas frequentes "oratórias" de rua. Foi diversas vezes candidato socialista à Câmara, mas sem qualquer sucesso. Jack London decidiu, conscientemente, tornar-se escritor para escapar à inevitável vida de operário fabril. É nessa altura que começa, então, a escrever relatos, poemas e narrações humorísticas para diversas publicações. Em 1899, conseguiu que a revista "Overland Monthly" lhe publicasse um texto e, a partir daí, inicia uma produção escrita bastante regular. Um ano depois, casa-se com Bess Maddern de quem teve duas filhas. No ano de 1903, é publicada (em folhetins, entre 18 e 20 de Julho, no "Sunday Evening Post") a obra que lhe proporcionou a fama: "The Call of the Wild" ("O Apelo da Selva", com o título original de "The Sleeping Wolf"), constituída por um conjunto de pequenas histórias e considerada, por muitos, como a sua "obra-prima". Em 1905, casou-se com aquela que viria a ser a sua companheira de aventuras, Charmian Kittredge. Em 1906, manda construir o iate ‘Snark’ e, no ano seguinte, embarcou rumo à Polinésia, numa viagem que durou até 1909, trazendo muito material para os seus livros e relatos. A enorme popularidade que grangeou junto do público nunca o impediu de manifestar as suas ideias socialistas, ao mesmo tempo que dava apoio ao combate das sufragistas. Foi um dos primeiros escritores a colaborar com a industria cinematográfica, nomeadamente com a sua novela "The Sea-Wolf" (1904), que constituíu a base da que viria a ser a primeira longa-metragem do cinema norte-americano. Possuidor de uma cultura baseada na sua aprendizagem da vida, autodidacta, Jack London mostrou sempre grande curiosidade pelas ideias novas, o que por vezes o impelia a atitudes aparentemente contraditórias. Partidário do socialismo, sempre defendeu o êxito individual. Adepto do "darwinismo" social e do "racismo científico", em voga na sua época, atacou a teoria do "inevitável homem branco", destruidora da essência das culturas nativas. Aventureiro e grande viajante, tinha a paixão da agricultura, aplicando no seu rancho "Beauty Ranch", situado em Glen Ellen, na Califórnia, novas técnicas de cultivo, que tinha observado no Japão. Depois de duas novas viagens ao Havai em 1915, Jack e Charmian voltaram a S. Francisco em 26 de Julho de 1916. Jack morreu no seu rancho a 22 de Novembro de 1916. A sua morte prematura não impediu que tivesse legado uma obra vasta, de que se destacam: "A Thousand Deaths" (1899), "The Son of the Wolf" (1900), "The God of His Fathers" (Maio, 1901), "Children of the Frost" (1902), "People of the Abyss" (1903), "White Fang" (1906), "The Iron Heel" (1907), "Burning Daylight" (1910), "Adventure" (1911), "John Barleycorn" (1913), "The Mutiny of the Elsinore" (1914) e "The Star Rover" (1914).

ano: 1903 | tema: Cultura
palavras-chave: Literatura 

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