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Cronologia


[registo específico]
Terça-feira, 4 de Outubro de 1910A noite de 4 para 5 de Outubro

00620

01
O bombardeamento do Palácio das Necessidades e do Rossio, bem como a fuga do rei e a iminência de um desembarque dos marinheiros na Baixa, lançam a confusão nas tropas fiéis à monarquia, cujos comandos não conseguem estabelecer uma verdadeira ordem de operações, a que não foram estranhas as deserções em massa que se verificaram nas forças monárquicas. Ainda assim, perto das duas da manhã, o Quartel-General ordena a Paiva Couceiro que instale uma das suas peças de artilharia no pátio do Torel, de modo a apoiar uma ofensiva que se prevê desencadear ao romper do dia 5 sobre a Rotunda e o Parque Eduardo VII, onde Machado Santos continua entrincheirado. Cerca das 11 da noite, estala um violento incêndio num prédio muito próximo da Rotunda, temendo os revoltosos que ali estão entrincheirados que esse acontecimento permitisse o avanço das tropas monárquicas. Estabelece-se fogo nutrido de ambos os lados, que terá durado duas horas, calando-se depois as armas, salvo alguns tiros esporádicos. Mas às 6 da manhã, como Machado Santos combinara com António Maria da Silva e Malva do Vale, os revoltosos abriram fogo de artilharia contra as tropas do Rossio, a que respondeu Paiva Couceiro, a partir da sua posição no Torel.

ano: 1910 | tema: Vida Política
palavras-chave: Implantação da República Paiva Couceiro Machado Santos 

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