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Cronologia


[registo específico]
Quarta-feira, 20 de Abril de 1904Hintze Ribeiro obtém a dissolução das Cortes

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Impotente para afrontar a oposição dos demais partidos (progressistas, franquistas e republicanos), incapaz de sair do escândalo da "questão dos tabacos" e mergulhado numa crescente crise social, marcada por greves e tumultos, Hintze Ribeiro obtém do rei D. Carlos a dissolução das Cortes. O monopólio da manufactura do tabaco constituíu uma das questões recorrentes da vida económica e política portuguesa desde os finais do século XIX até ao primeiro quartel do século XX, sendo, para diversos autores, "a causa próxima da ruína do crédito do Estado". "A Companhia dos Tabacos de Portugal foi constituída em 1891 com 70% de capital estrangeiro (sobretudo francês). Nesse ano o Estado português obteve o monopólio da indústria e dos tabacos dentro do país. Em 1906, e depois de uma forte contestação parlamentar, a concessão foi renovada até 1926. Durante esse período a Companhia dos Tabacos pagaria ao Estado uma quantia anual fixa de 6.250 contos, que se manteve inalterável até 1923. No ano seguinte, realizou-se um acordo entre o Estado português e a Companhia dos Tabacos, em que a quota fixa paga, nos dois anos que lhe restavam de exclusivo, subiu para 15.000 e 16.000 contos, respectivamente, além de uma percentagem de cerca de 20% nas comissões. Conseguiu-se, desta forma, um aumento significativo, das receitas. Em 1926 o governo preparava-se para tomar o negócio em suas mãos, estabelecendo uma co-régie. Uma feroz luta parlamentar impediu-o no prazo devido, entrando-se num regime provisório que só a situação saída da rebelião do 28 de Maio viria a resolver ". (In "Nova História de Portugal", Joel Serrão e A.H. Oliveira Marques, pp.142-145)

ano: 1904 | tema: Actividades Económicas
palavras-chave: Hintze Ribeiro Cortes Questão dos Tabacos 

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