Anselmo Braamcamp Freire (1849-1921)92
Nasceu em Lisboa a 1 de Fevreiro de 1849. Iniciou a sua carreira política ao ser eleito, a 2 de Janeiro de 1887, presidente da Câmara Municipal de Loures, onde cumpriu um segundo mandato em 1893. Foi nomedo par do reino em 25 de Maio de 1887, pelo Rei D. Luís, cargo que declinou em 1907, como forma de protesto contra o governo autoritário de João Franco. Aderiu, então, ao Partido Republicano em Novembro desse ano. Em 1908 foi eleito, nas listas do Partido Republicano, para a Câmara Municipal de Lisboa e, após a implantação da República, foi eleito, a 20 de Junho de 1911, Presidente da Assembleia Nacional Constituinte e do Senado. O seu nome foi apontado como candidato à primeira eleição do Presidente da República, mas Braamcamp Freire não autorizou a sua candidatura, tendo-se mostrado bastante magoado com a campanha arquitectada contra si. Decepcionado com a governação republicana, afastou-se da vida política, embora mantendo-se fiel ao regime republicano. Dedicou-se, então, mais intensamente à actividade científica. Para além da colaboração em jornais e revistas como: Diário Ilustrado, Jornal do Comércio, Atlântida, O Tripeiro, Revista Lusitana, publicou vários livros, entre os quais se destacam: Brazões da sala de Cintra, 2 vols., Lisboa, 1899; 0 Conde de Vila Franca e a Inquisição, Lisboa, 1899; As sepulturas do Espinheiro, Lisboa, 1901; Indice do Cancioneiro Geral de Garcia de Rezende e Autos de Gil Vicente, etc. Em 1903 fundou a revista de investigação histórica moderna, Arqchivo Historico Portuguez. Anselmo Braamcamp Freire participou em vários organismos nacionais e internacionais. Foi Presidente da Sociedade de Geografia de Lisboa e da Academia de Ciências. Morreu na sua casa na Rua do Salitre, em Lisboa, a 22 de Dezembro de 1921.