010876
PÉLISSIER, René
História das Campanhas de Angola: resistência e revoltas (1845-1941)

Introdução à edição portuguesa

17

Nota preliminar

21

Nomes das cidades

24

AS BASES DA CONQUISTA

 

CAPÍTULO I — Depois de três séculos de contactos (1845-1848)

27

A Angola Portuguesa em transição

27

  A — A charneira de 1845-1848

27

  B — Que Angola?

29

      l) Limites e consistência

30

      2) O imposto português

32

  C — O escudo do comércio

35

Topografia político-militar (1845-1848)

40

  A — O reino de Angola

41

      1) Luanda

41

      2) A coroa luandense

43

      3) Os Dembos

44

        a) Terras dependentes de S. José do Encoge

45

        b) Distrito (ou província) dos Dembos

46

      4) O coração da região ambunda

48

      5) A marca oriental

49

      6) Os domínios ribeirinhos do Cuanza

51

  B — Os domínios virtuais do Norte

53

      l) A Costa do Norte acima do M'Bridge

53

      2) O Mossul

55

      3) O reino do Kongo

56

  C — Os vizinhos orientais do reino de Angola

57

  D — O reino de Benguela setentrional

61

      l) Benguela

61

      2) As feitorias a norte de Benguela

62

      3) O interior de Benguela

64

        a) O Dombe Grande

64

        b) A Hanha perdida

67

        c) O presídio de Caconda

67

        d) Quilengues

68

  E — Os reinos combatentes

69

  F — O extremo Leste do reino de Benguela

72

  G — O reino de Benguela meridional

73

      1) As baías do Sul

74

      2) O planalto da Huíla

76

  H — Os vizinhos do Sul

78

      1) Os Nhanecas-Humbes

78

      2) Os Ovambos

79

      3) O Leste misterioso

80

      4) O domínio dos Hereros

80

PRIMEIRO PERÍODO 1848-1878

 

CAPÍTULO II — Dilatação e retracção da fronteira (1848-1878). Trinta anos de incertezas

85

Os novos tempos

86

  A — O fim da escravatura?

87

  B — O fim do século XVIII

89

O fim da «coutada»

91

      1) Exploradores e censores

92

      2) O sobressalto de Lisboa

97

      3) 1878: o ano dos exploradores portugueses

98

      4) Exploradores e intrusos

99

O peso das guerras

100

  A — Sempre alerta

100

  B — Um escudo frágil

102

CAPÍTULO III — O avanço para nordeste

107

  A — A primeira guerra do Cassange (1850-1851)

108

      1) A queda do Jaga Bumba (1850)

108

      2) A segunda campanha (1851)

110

      3) O triunfo do negócio oficial

113

  B — Segunda guerra do Cassange (1852)

114

  C — O regresso de Bumba

115

      1) Uma fronteira perigosa

115

      2) Bumba, o «fiel vassalo»

116

  D — Terceira guerra do Cassange (1861-1862)

117

      1) Bumba, o «rebelde»

117

      2) O «desastre de Cassange»

118

  E — A independência do Cassange

119

      l) A paz dos comerciantes

119

      2) Bumba, o «honesto administrador»

122

CAPÍTULO IV — À conquista do Noroeste

125

  A — A ocupação do Ambriz (1855)

126

  B — A ocupação de Bembe (1856)

128

  C — A subida para o Kongo

129

      1) A crise dinástica kongolesa (1857-1858)

129

      2) Às portas de S. Salvador (1859)

131

      3) A internacionalização do problema

131

      4) A derrota portuguesa junto a S. Salvador

132

      5) Tentativas abortadas de ocupação da costa (1860)

133

  D — A ocupação de S. Salvador

134

      1) A recuperação (Maio-Julho de 1860)

134

      2) A intervenção 'armada da metrópole

135

      3) A tomada de S. Salvador (Setembro de 1860)

136

  E — O afundamento

137

      1) O túmulo do branco

137

      2) A irresolução

138

  F — O abandono

140

      1) S. Salvador

140

      2) A «costa dos piratas»

140

      3) A retirada geral

141

CAPÍTULO V — A colónia ameaçada

145

Os Dembos na senda da independência

145

  A — Uma administração mal tolerada (1848-1867)

146

  B — Os pródromos (1868-1871) da sublevação de 1871-1872

147

  C — A revolta triunfante (Dezembro de 1871-Março de 1872)

150

  D — A pacificação «negociada» (Junho-Setembro de 1872)

152

  E — A independência absoluta

155

      1) A reacender da revolta

155

      2) A comoção geral

156

        a) Politicamente

156

        b) Administrativamente

156

        c) Financeiramente

157

        d) Economicamente

157

        e) Militarmente

157

    3) O contágio

158

Ambaca e o duque de Bragança em dissidência

159

  A — A instabilidade de Ambaca

160

  B A revolta de 1874

160

    l) O abrasamento

160

    2) Decapitação da revolta

161

CAPÍTULO VI — O centro de Angola: manutenção do statu quo

165

  A — As feitorias a norte de Benguela

166

    l) Os Seles contra os quistos costeiros

166

    2) A intervenção dos Ovimbundos

168

    3) A prosperidade da Catumbela

169

  B — O sertão de Benguela

171

  C — Os Estados ovirobundos independentes

173

CAPÍTULO VII — O Sul de Angola: fluxo e refluxo

177

  A — As primeiras aproximações (1848-1854)

178

  B — Início da resistência dos Gambos (1856)

181

  C — Dilatação e contracção da fronteira (1857-1858)

184

  D — O avanço para o Cunene

186

  E — 1860: o ano das provações

187

    1) O tomado ovimbundo

188

    2) A guerra contra a Camba

189

  F — Consolidação (1861-1862) e refluxo para oeste (1863--1865)

191

  G — A solução provisória do problema dos Gambos (1866)

193

  H — O abandono do sertão (1867-1878)

195

    l) A leste nada de novo

195

    2) A caminho do fim da presença portuguesa?

198

SEGUNDO PERÍODO 1879-1926

 

CAPÍTULO VIII — A «fronteira» conquistadora (1879-1926)

205

A quem pertence Angola?

207

  A — Possessões cobiçadas

207

  B — Timoneiros instáveis

211

  C — Antes de Paiva Couceiro

214

    l) A fronteira em marcha

214

    2) Os homens da guerra

217

  D — O grande fulminador: Paiva Couceiro (1907-1909)

221

    1) O grande ocupante

221

    2) Uma economia em crise

223

    3) Os esforços do Governador-Geral

226

    4) Uma colónia doente

227

    5) Os dados militares

229

    6) O sistema fiscal

230

  E — Um destruidor de resistência; Norton de Matos

231

    1) Uma ocupação inacabada

231

    2) Asfixiar a resistência

232

    3) Os ódios acumulados

233

  F — A crise multar de 1915-1917

234

    l) A carência militar

234

    2) As grandes revoltas de 1917

235

  G — Um alerta tardio

236

    1) Em terra conquistada

236

    2) Norton de Matos ou a fuga para diante

237

A guerra permanente

239

  A — A ampulheta de Bellone

239

  B — As palmas da resistência

240

CAPÍTULO IX — Resistência e conquista no Kongo (1878-1918)

243

Os dentes compridos

244

  A — Um no man's land político

244

  B — O regresso dos Portugueses a S. Salvador

246

  C — O Scramble

248

    l) No Cacongo

248

    2) Na parte baixa do rio Zaire

250

    3) A grande política

251

    4) A ocupação abortada da parte baixa do rio

253

    5) No Ngoio

254

  D — A fixação da fronteira norte

255

O nascimento do distrito do Congo

257

  A — Os primeiros passos

257

    1) Na costa

257

    2) No interior das terras

258

  B — A ocupação do litoral

259

  C — O fim de D. Pedro V

260

  D — Um rei xenófobo ou nacionalista? D. Álvaro de Água Rosada (1891-1896)

262

  E — Uma resistência cabindesa?

264

  F — Um residente impossível de arrancar

265

    1) O fim do reinado

265

    2) um regente «real», D. Henrique Nteyekenge

266

    3) Para leste

267

O crepúsculo dos Solongos

268

  A — A costa irredutível

268

    1) Feitorias-ventosas

268

    2) O fim de uma renda de posição

269

  B — Os insurrectos do triângulo crítico

270

    1) Primeira expedição (1900)

270

    2) Segunda expedição (1901)

270

  C — Os assuntos do interior

271

  D — Terceira expedição ao triângulo crítico (1901)

272

  E — A consolidação da fronteira setentrional

273

  F — Quarta expedição contra os Solongos (1902)

273

  G — O interior (1903-1905)

275

    1) Terras pouco dominadas

275

    2) O Manikongo apesar de tudo

276

  H Statu quo no litoral

277

  I — A reabertura do hiníerland do Ambriz (1907)

279

  J — Quinta expedição contra os Solongos (Julho-Novembro de 1908)

281

    1) Na retaguarda de Ambrizete

281

    2) Pela quarta vez, o triângulo crítico

281

  K — A interminável insubmissão

283

    1) Sublevação do hinterland do Ambriz (1908)

283

    2) O interior votado ao esquecimento

284

  L — Sexta expedição contra os Solongos: o hinterland de Ambrizete (Abril-Setembro (?) de 1910)

284

  M — Sétima expedição contra os Solongos (1910)

286

A ocupação dos Bakongo do interior (1910)

286

  A — Uma ocupação bloqueada

286

    1) Possessões em evolução

286

    2) Um Manikongo em República; Manuel Martins Kiditu (1911-1913)

287

    3) Uma «capital» em declínio

288

  B — Uma insatisfação crescente

289

  C — Recomeço da ocupação (estação seca de 1911)

290

  D — Antes da tempestade (1911-1912)

291

    1) Um «vasto S. Tomé»

291

    2) Saída de Faria Leal

292

  E — Endurecimento da resistência

293

    1) Região de Bembe (1912)

293

    2) Derrota portuguesa no Pombo (1913)

293

A grande revolta (1913-1915)

294

  A — Os fundamentos

295

    1) A estagnação

295

    2) Os estábulos de Augias

296

    3) As causas da revolta

296

  B — A etnia em armas

297

    1) Um movimento antiportuguês

297

    2) Uma tentativa de reconstituição do reino?

298

  C — A revolta oculta

299

    1) Novamente os Solongos

299

    2) O recrutamento forçado em S. Salvador

300

    3) O incêndio dos Solongos

301

  D — A revolta de Álvaro Buta

302

    1) «The Great War-Palaver» (11-12 de Dezembro de 1913)

302

    2) Velada de armas

303

    3) O ataque a S. Salvador (Janeiro-Fevereiro de 1914)

304

  E — A conflagração geral

306

    1) O despertar dos Solongos

307

    2) Bembe na tormenta

308

    3) O Leste em dissidência

308

  F — A ofensiva portuguesa

310

    1) Uma guerra de indígenas

310

    2) Lentidões

312

  G — A liquidação

312

    l) Pela diplomacia

312

    2) Pela astúcia

314

    3) Pelo ferro

316

O fim da ocupação do Kongo

316

  A — O Leste e o Sul do distrito

316

  B — A revolta do Mafulo

318

  C — Produzir e pagar

319

CAPÍTULO X — A queda dos reis: os Dembos de 1878 a 1919

321

  A — O período obscuro (1872-1889)

322

  B — A passagem do Zenza

323

    1) Um assimilado expansionista

323

    2) A resposta do Cazuangongo (1890-1891

324

    3) A ameaça dos Luangos

324

    4) Ganhar tempo

325

Curar-se dos Dembos

326

  A — Reconhecer o inimigo

327

  B — Primeiro golpe nos Dembos: a campanha de 1907

329

    1) A grande coluna

329

    2) uma vitória ambígua

330

      a) Os Dembos moles

330

      b) Os Dembos duros

331

      c) Uma vitória amarga

333

Pelo ferro e pela astúcia

334

  A — O indomável Cazuangongo

334

  B — O Golungo Alto invadido (1909)

335

  C — A «submissão» do Caculo Cahenda

336

  D — A revolta do Caculo Cahenda (1913)

338

    1) O restabelecimento do imposto

338

    2) A campanha de 1913

339

  E — O cancro de Angola (1913-1917)

340

    l) O caos

340

    2) A invasão administrativa pelo nordeste

341

    3) O silêncio dos Dembos de Entre-Dange-e-Zenza

342

A ordem nova

343

  A — O anjo exterminador (Novembro-Dezembro de 1918)

343

  B — A agonia (Janeiro-Abril de 1919)

345

  C — A liquidação do Cazuangongo e dos seus vassalos (Maio-Dezembro de 1919)

347

  D — Os Dembos pacíficos

348

CAPÍTULO XI — Da borracha aos diamantes: a submissão da Lunda (1894-1926)

351

A espera

352

  A — Os Alemães na Lunda (1878-1881)

3S2

  B — O regresso oficial dos Portugueses (1882-1888)

353

  C — A sombra de Leopoldo II

356

  D — A caminho da guerra contra o Cassange (1895-1896)

359

Um segundo avanço para teste

361

  A — O biombo dos Bondos

362

    l) Primeira expedição contra os Bondos (1896)

362

    2) Segunda expedição contra os Bondos (1900)

364

    3) Terceira expedição contra os Bondos (1900)

365

    4) Quarta expedição contra os Bondos (1900-1901)

365

  B — Uma resistência Lunda (1905-1906)?

367

A ocupação sob Paiva Couceiro

369

  A — Primeira resistência dos Quiocos (1907)

369

  B — De novo os Bondos (1908)

371

  C — A barreira dos Quiocos na fronteira (1908)

371

Um contencioso antigo

373

  A — Resistência na Jinga

374

    l) Primeiras expedições (1909)

374

    2) Segunda expedição (1910)

375

  B — Fim da independência do Cassange (1911)

376

    l) Um Estado doente

376

    2) Escaramuças com os Bondos (1911)

379

  C — O avanço para o Cassai (1912)

379

O ciclo do diamante

380

  A — A desconfiança dos Quiocos

381

  B — O estremecimento do Cassange

381

  C — Os Jingas em dissidência (1913)

382

  D — Os prospectores de diamantes

384

  E — Uma precária pacificação (1914-1916)

384

  F — Ameaça dos Quiocos (1917)

386

  G — A Diamang entra em cena

387

  H — O último levantamento dos Bondos (1917)

388

  I — A grande pacificação dos Quiocos (1920)

389

    l) Contra o Calendende

390

    2) Contra Gunza

392

    3) No Minungo

393

  J — A dispersão dos Quiocos (1922-1926)

394

    l) Em perseguição de Gunza (1922-1923)

394

    2) Os últimos cartuchos (1926)

395

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